domingo, 25 de novembro de 2012

Simplesmente Legendtina

            Os últimos anos, segundo a mídia com seus números que norteiam e espalham os "fenômenos" do mundo pop, não foram muito promissores para a cantora Christina Aguilera. Apesar de ser considerada a "voz da década" e de ser técnica do programa americano The Voice, Aguilera é manchete recorrente devido aos seus problemas com a balança, ao fracasso de seu álbum de 2010 "Bionic", por ter errado a letra do Hino Nacional Americano no Superbow, por ter caído durante a performance no Grammy 2011 e por aí vai os "deslizes" de Christina Aguilera que por sinal,  aparenta lidar muito bem com tanta especulação negativa sobre sua vida.
            Em meio a tantos tropeços, Aguilera tanto mantém a serenidade, quanto seu lado artístico mais aflorado. Uma prova disso é que ela acaba de lançar "Lotus", seu 7° álbum de estúdio. Um álbum onde Aguilera expõe seu lado "Diva do vozeirão" em várias baladas ( o que ela faz de melhor ) como: "Sing for me", "Best of me" e "Blank page", esta última , a melhor faixa do álbum, foi composta pela hitmaker do momento Sia Furler. Nas músicas dançantes de "Lotus", Christina ora canta sobre seu poder de enfrentar com garra os obstáculos e se reerguer cada vez mais forte ( army of me) , ora ela vai mais além e manda um recado para seus "haters": Spin around in circles on my middle middle finger", ou seja, em bom português: Gire em círculos em meu dedo do meio. No final Christina detona um "Motherf*ckers mais que merecido ao seus detratores.
          Sobre o título desse trabalho, Christina afirma ser devido a capacidade que a Flor de Lótus tem de sobreviver às mais adversas situações. Coisa que a própria Christina sabe bem o que é. Viver no mundo sob os holofotes a mercê de inúmeros sensacionalistas afoitos por um deslize que seja para noticiar, deixando em segundo plano o verdadeiro talento dessa artista. Talento esse que está mais que comprovado nesse novo trabalho. Lotus, tem inúmeras possibilidades de hits como a "farofa" Let there be love, que possui a mesma vibe dançante de hits de Justin Bieber, J Lo, Usher entre outros. Your body, o primeiro single, pelo visto só não decolou nos EUA, nas rádios brasileiras é executado frequentemente. Outras faixas poderosas são: "Just a fool", onde Aguilera divide os vocais com seu companheiro do The Voice Blake Shelton e " Light up the sky", outra baladinha do álbum.
          Lotus, certamente é para muitos o melhor álbum desse ano. Mesmo que a mídia não dê os créditos merecidos a esse trabalho, os fãs de Christina ( que são milhares) saberão reconhecer a essência de "Lotus" e o que ele representa em termos de musicalidade e arte pop.
           

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Platônico


Em meus dias e noites,
Eu vivo a sonhar!
Com seu belo semblante,
Em minha face a  flertar.
São tantos os desejos, infindas quimeras,
Que em face dos sonhos ,
Chego a duvidar.
Como pode alguém, viver a almejar?
Tamanho  um  amor!
Que na terra não há.
Não existe esse ser,
Capaz de ancorar,
Num doce recôndito
Imerso ao luar.
Que fiz ao mundo pra viver a sonhar?
Com esse amor involuntário,
Que jamais saberá.
Dos meus sonhos arfantes
No desejo a pulsar?
E em face dos astros
Em sua luz a cintilar.
O que sinto, o que vejo
Ninguém o verá.
Nem mesmo as canções,
Com toda a harmonia,
O que anseio e o que amo,
Não traduzirão.
As gotas de afeto 
Que caem e habitam,
em meu coração.
Formam nuvens pesadas 
Senão de amor ou quiçá ?
Fulgás ilusão.

sábado, 13 de outubro de 2012

                     Feriadão Paulistano




   Todo feriadão nessa cidade
   Já sabemos o que acontece.
   Imensa euforia e ansiedade.
   Todo mundo, a Serra desce.

   Faça chuva ou faça sol.
   O tráfego é muito lento.
   Ficar em SP? Lamento.
   Levo até o meu lençol.

   Mas São Paulo é doce lar.
   Se me desloco é descanso.
   Que te ofereço pra compensar.

   Nessa multicolorida cidade.
   Que usufruindo tudo manso.
   É meu recanto e felicidade.

 
   

domingo, 16 de setembro de 2012


       


         

                                        Crianças invisíveis


          É lamentável tomar nota de uma triste realidade como essa, onde as mais variadas situações de abandono, miséria e hostilidade fazem parte da rotina de tantas crianças mundo afora. Não importando a classe social que pertencem, pois qualquer falta de apoio a uma criança pode resultar em consequências drásticas para o seu desenvolvimento como futuro cidadão. Trata-se de um problema amplo que revela o quão a humanidade pode ser e é desumana por criar e permitir que os problemas "do mundo" afetem justamente quem não pode se defender.
          Em sala de aula assistimos comovidos a quatro filmes que retratavam, cada qual uma problemática diferente, mas tendo como alvo principal, as crianças como vítimas da falta de cuidados, de afeto, de orientação. Até mesmo sendo submetida a maus tratos e todo tipo de humilhações. O primeiro filme retrata uma família de ciganos, onde os filhos (com idade de 5 a 6 anos aproximadamente) eram ensinados e obrigados pelo pai a "roubar". O que ocasionava num grande prejuízo a criança que ainda está em processo de formação de caráter. A criança em destaque no filme, de tanto roubar, fora presa inúmeras vezes e acabou adotando o cárcere como lar definitivo.
          Estarrecedor. É essa a palavra que define o caos mostrado no segundo filme "Filhos da América". Esse , mostra uma menina portadora do vírus HIV que acaba sofrendo buillyng na escola onde estuda. Seus pais, são dependentes químicos. Fazem de tudo para esconder a doença que os três possuem. Entretanto a irresponsabilidade e os vícios de ambos se espalha e quando toda a escola toma conhecimento do caso de "Blanca", percebe-se o que a falta de informação e diálogo aberto com os filhos pode acarretar: Blanca se descobriu enfim. Teve que amadurecer para ver o fardo que herdara dos pais.
          O terceiro filme mostra crianças brasileiras que moram nas ruas. Nada mais revoltante o fato disso acometer milhares de crianças em um país que é a 6° maior economia do mundo. São crianças que perambulam nas madrugada de frio intenso, a mercê de exploradores do trabalho infantil e em alguns casos (não retratado no filme) até de abuso sexual. Quantas crianças não vemos nos faróis pedindo dinheiro? Esse é sem dúvida um grande exemplo da desigualdade social que assola nosso país.
          O último filme mostrado deixou a sala aos prantos. "Song Song e a pequena gatinha" conta a história de uma menina rica porém totalmente ignorada pelos pais. Eles não enxergam-na, por mais que Song Song implore um pouco de atenção. Sua beleza ,seu talento e bondade sequer suscita em seus pais uma simples reação de "fazer parte de uma família". Aliás em meio a tantas brigas que Song Song assistiu, ela  fora pouco a pouco entristecendo de tamanha solidão. Em contrapartida, há outra menina que fora encontrada no lixo e adotada por um pobre velhinho que certo dia lhe presenteia com uma boneca que pertencera a Song Song! Essa criança acaba tornando-se orfã e posteriormente escravizada. Porém o destino acaba tratando de de permitir que um rápido e decisivo encontro entre as duas devolva não só a felicidade de Song Song, mas sua própria vida.

domingo, 5 de agosto de 2012

Vamos pra faku?

      Obviamente muita coisa muda quando fazemos uma faculdade.  Conhecemos uma infinidade de signos; um oceano de informações transborda sob a nossa mente. Isso claro, se tivermos assiduidade e atenção nas aulas. Aprendemos também a economizar dinheiro e aproveitar o pouco tempo disponível para fazer os trabalhos. Levando em conta o cidadão assalariado que estuda numa universidade popular. Como eu.
       Apaixonado por Literatura e outras artes escolhi o curso de letras. E até agora, metade do curso concluído, tenho certeza que estou trilhando um bom caminho. Haja visto o imenso valor do referido curso. O contato com diversos tipos de textos, a busca pelo entendimento do próprio objeto linguístico e o uso da ferramenta essencial para o desenvolvimento das atividades do ser humano (comunicação). Tudo isso permite uma gama de possibilidades que transforma vidas, constrói saberes e dignifica nossa vida.
     Alguns professores são tão instigantes que acabam por servir de referência. O criterioso professor de Prática de ensino, exímio profissional que veste a camisa do ofício. Tão rígido que alguns alunos sentem-se sufocados com seus métodos e sua personalidade perfeccionista. A de Língua portuguesa II e sua facilidade de lecionar  cativando a sala inteira (tão doce que parece a professora Helena de Carrossel). A de teoria da literatura II que viajava nas obras literárias, mas com o pé no agora já. E com um estilo todo próprio de vestir-se. Enfim, uma figura. O de literatura portuguesa, também viajava nos períodos clássicos, árcades e realistas-naturalistas de forma que,sua aula mas parecia um monólogo, tamanha era sua oratória que dava sono naqueles que pouco interesse tinham nos conteúdos.
       Alguns alunos também são difíceis de esquecer. Aqueles que fazemos amizades verdadeiras; Aqueles que são os palhaços da turma; Aqueles que são tão esforçados que tornam-se dignos de nossa  admiração; Assim como os super-dotados, com inteligência de dar inveja num mero aluno meio-termo como eu. Em pensar que tenho cara de inteligente... Tem tanta figura em minha sala que no término de cada semestre é feito uma premiação com os destaques nas mais absurdas categorias, o blog do varal que tem como mentor um aluno super criativo que tem como um dos talentos fazer paródias de importantes clássicos literários.
        São tantas histórias, trabalhos em grupo, leituras e  mais leituras, brincadeiras que dá saudades nas férias. Por mais que o contato se mantenha nas redes sociais o essencial mesmo é o estar numa sala de aula, interagindo e cooperando com a construção do conhecimento e angariando esperança de um futuro onde prevaleça uma Educação de qualidade. 

domingo, 22 de julho de 2012

São crianças como vocês...


        

      Com um elenco estelar formado por apenas quatro atores e apenas o apartamento de um casal como cenário, O Deus da carnificina é um filme que tem no diálogo dos personagens, o grande trunfo para prender a atenção do público do começo ao fim. Logo no começo é mostrado superficialmente um grupo de meninos brincando quando de repente dois deles se desentendem e partem para a agressão. É o que dá início a discussão que acaba ocasionando na perda de compostura dos pais das crianças envolvidas.
      Os pais do agressor são: Nancy Cowann (Katie Winslet), sempre elegante e educada e Alan Cowann (Christopher Waltz). Esse, com um comportamento totalmente inadequado destilando cinismo pra todos os lados, restando a Nancy tentar corrigir a situação. O outro casal, pais da criança agredida são: Michael Longstreet (Jonh C. Reily) e Penelope Lomgstreet (Jodie Foster). Um homem bondoso, porém com uma forte personalidade que a certa altura do filme vem à tona. Enquanto sua mulher é guiada por rígidos princípios morais.
      A princípio eles tentam resolver a situação da melhor maneira possível. Nancy e Alan visitam o casal Longstreet para se desculparem por seu filho ter agredido o deles. Porém não há civilidade que impeça que uma hora os defeitos do ser humano apareça. O cinismo e má conduta de Alan batem de frente com a discrição e sentimento de família vitimizada pelo acontecimento (seu filho teve dois dentes quebrados na briga) de Penelope. Por mais que Nancy peça desculpas e que Michael se mostre tolerante a situação, o impasse não é resolvido. Eles perdem o controle da situação, principalmente as mulheres. Daí esquecem o motivo que os reuniu, trocam ofensas mútuas faltando pouco para se igualarem a um grupo de crianças longe de conhecerem as boas regras de convivência que estruturam a sociedade.
      Dirigido por Roman Polansk, O Deus da carnificina, cumpre seu papel ao ser transportado dos palcos teatrais para as telonas. Mérito do primoroso elenco que soube incorporar com maestria esse instigante texto que expõe os verdadeiros sentimentos da humanidade, que ultrapassam as formalidades em nome dos reais interesses individuais.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

So sad

       É, estou chegando aos 30. E com isso me veio a mente uma série de questões acerca da minha vida. o que fiz ao longo desses anos? Onde acertei? O que eu poderia ter feito e nem fiz? Será que estou desperdiçando o tempo com frivolidades e pequenos hábitos repetidos que de nada acrescentam ao meu espírito? A dúvida anda comigo a todo instante. E a resposta pra elas estar na minha frente e eu a ignoro. Profundissimamente estagnado pela inércia. Carrego os dias ao invés de vivenciá-los.
       É desconfortável saber apenas o que não se quer. Pior ainda é andar alienado num mundo que parece insignificante aos demais, que na maior parte do tempo estão sob efeito de algum problema real. Acho que sou apenas uma sombra, uma casca, um sopro de vida que nem cogita formar ventos de mudanças. Mudanças que viriam como respostas as tais dúvidas que me arrastam para o abismo que criei e não sei como sair. Tenso. Angustiante. Bate o arrependimento por aquilo que não mantive. Como ter a tranquilidade e o companheirismo de quem dar afeto e simplesmente deixar escapar? Fora atitude impulsiva? Talvez. Talvez não era a segurança que eu procurava. Será que tenho o dom de querer o impossível? Realmente sou uma interrogação infinita.
        Quase não sinto emoção alguma. a música já não entoa o que sinto. As paisagens nem me consolam. E os pássaros esqueceram de alegrar minhas manhãs. As tardes de fim de semana nem me comovem como outrora. Ouve outrora? Nem em meus sonhos. Acostumar-me-ei a isso? Não. Definitivamente não seria digno para comigo. Hei de esmiuçar o mais emaranhado de meu cérebro para encontrar uma maneira de alegrar meus dias. Creio não ser impossível promover uma mudança e manter minha essência que nem sei mais qual é.