quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Mais um ano...

        Entramos no ano novo. E que dele faremos um ótimo ano para persistir em busca dos nossos objetivos. Entregando-se a cada segundo, sereno e firme em nossos propósitos. Interagindo, visando o bem comum a todos, à vida. Sem as inquietações que insistem em declamar as profecias Maias ou todos aqueles que se julgam conhecedores da verdade que está escrita, redigida, sacramentada em algum lugar.
        É o momento que temos (especialmente quem ainda está de férias como eu), para refletir sobre as nossas ações. O que podemos melhorar. O que temos que deixar de lado. Enfim é hora de analisar nossa condição para podermos manter-se firme na busca pelo nosso ideal. Que na verdade é comum a todo ser humano. Apesar de alguns não enxergarem as verdadeiras necessidades que precisamos e acabam sucumbindo ao caminho da maldade. O que para a maioria das pessoas, principalmente as que vivem em grandes centros urbanos,é compreensível pois o ser humano é imperfeito e capaz de tudo. Inclusive de usar a força, o esforço, a dedicação para coisas prejudiciais a sociedade.
        Mas o que podemos fazer além de ter consciência acerca de tudo que o ser humano é capaz de transformar em fatos banais, é fazer a nossa parte visando a prosperidade, nossa e de todos que nos rodeiam. Basta plantar boas sementes que colheremos grãos saudáveis. Que saibamos fazer de 2012 um ano de total desenvolvimento. Buscando novas metas. Superando obstáculos e nos tornando seres humanos cada vez mais ricos em sabedoria e dignidade. O resultado, só poderá ser o melhor para vivermos bem.  

domingo, 18 de dezembro de 2011

Música : retrô 2011

      

        Este ano trouxe muitas surpresas musicais. Surpresas boas e ruins. É lógico que me limitarei as poucas que tomei conhecimento. Foram tantos festivais. Aqui em SP,com todo o amor que existe em SP tivemos o MPB total, O festival da Nova Brasil FM; O Planeta Terra; O SWU entre outros. E o Rio teve o Rock in Rio de volta depois de 10 anos de ausência. Sem falar dos astros que excursionaram por aqui com suas mega turnês. Os álbuns, poucos fizeram grande alarde. Sem falar que alguns são totalmente irrelevantes, restringindo-se só as fãs incontestáveis.
         Entre as melhores shows internacionais que SP teve o da cantora Sade foi certamente um dos mais memoráveis. Afinal faz duas décadas que os fãs brasileiros esperavam pela visita da diva, que como poucas consegue realizar um belo show contando principalmente com o poder de suas cordas vocais e sua ótima banda. Ao contrário de outras cantoras que abusam de efeitos eletrônicos para disfarçar( ou dublar) a voz. Sade é a prova de que não é preciso ter um amplo catálogo de álbuns. É uma artista que usa o tempo a seu favor. Recorre aos estúdios, quando tem realmente algo a dizer ou melhor cantar. Sem contar na elegância que ela transborda e sua beleza: herança africana.
         Os festivais então foram tantos. O Rock in Rio ficou na história: Foram tantas atrações entre gringas e nacionais que é até difícil citar quais foram mais alardeadas. Claudia leite vaiada. Pois é: Ô povo educado! Não sabe que é feio criticar o gosto dos outros. Talvez porque seja difícil entender que O Rock in Rio não se restringe ao gênero rock. Vide as outras edições e veja a miscelãnia de ritmos e atrações. Mas essa foi demais. e eu nem fui! Com certeza o show de Shakira foi dos mais contagiantes. E ainda contou com a participação de outra diva animadona: Ivete Sangalo. Que ao contrário de outras divas consegue pular e cantar ao mesmo tempo em cima de um trio elétrico! Nossa tou mais  azedo que o Ronaldo Ésper! Só dando agulhadas na Britney, katy Perry e na Rihana. As duas últimas fizeram muito barulho no Pop, ops  Rock in Rio. E quanto ao rock mesmo. Os metaleiros e outros derivados não puderam reclamar. Teve Metálica, Red hot chillii pepers, Angra, leny Kravitz, Slipknot, Sepultura entre tantos outros. Teve também Pitty, Capital Inicial, Skank e até o encontro de Milton Nascimento e Esperanza Spalding.
        Quanto aos bons álbuns tivemos Adriana Calcanhoto e "O micróbio do samba". Uma doce voz se entregando a um ritmo genuinamente brasileiro na medida certa. A revelação Criolo e seu "Nó na orelha" provando que o rap não é só letras de revoltas e performances no estilo "É nois mano,se liga". Pitty buscou a finitude em seu projeto com o guitarrista Martin Agridoce e entregou um bom álbum. Pra variar as massas vão a loucura com um "Ai se eu te pego" ecoando de norte a sul, da zona leste a zona oeste e até na Espanha se entoa esse famigerado refrão. Michel Telô depois da fugidinha colhe os louros dessa "Ai se ... Afe!
        Entre os lançamentos que ficaram aquém do barulho que os precedeu está Mylo & Shiloto do Coldplay. Parece mais uma extensão do bem sucedido Viva la vida de 2008. Rihana também repete-se a cada lançamento. Todo ano a musa de Barbados lança um petardo dançante abusando da sensualidade nas letras e video clipes. Deve ser por isso que Christina Aguilera(diva sempre) disse que a música perdera a alma.  
         Certamente a melhor surpresa desse ano foi o álbum 21 da inglesa Adele. Esse álbum,que é o segundo de Adele agrada a todas as tribos. Talvez não só pela bela voz, mas também pela sinceridade das composições. Tão honestas quanto às performances de Adele. Que de tão intensas já causaram problemas nas cordas vocais da bela cantora de apenas 23 anos. Talento nato, ela acaba de lançar o dvd Adele live at The Royal Albert Hall. Tivemos também a volta de Bjork com seu Biophilia. Um álbum excelente, assim como tudo que Bjork grava.: Sua voz é como um sussurro agudo inebriante. Os palcos brasileiros a aguardam para o Sonar. E pra fechar Marisa Monte retorno com "O que você quer saber de verdade". Sem ousadias mas com a mesma fórmula que a consagra como uma das melhores cantoras de sua geração.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dezembro

     É chegamos em mais um dezembro. Mês de correria. De exaustão. principalmente para quem trabalha no comércio. As ruas ficam abarrotadas. É o último mês do ano, e como sentimos que o ano tá findando corremos para fazer o que não fizemos durante o ano todo. É  preciso aproveitar a época de vendas, usar o 13° salário. Afinal é natal. e o que você fez? A cidade é só luzes. Reluzentes assim como a mais linda constelação. As férias estão aí. É hora de confraternização nas empresas. Esquecer as brigas durante o ano. Afinal o ser humano é assim mesmo né? E além do mais, antes conseguir conviver brigando, que cair fora. Muitas vezes não enfrentar a própria espécie é covardia. Então...
    Ah! mas as casas e apartamentos enfeitados para o natal! Que rutilâncias! me faz esquecer toda a minha rabujentice. Nossa como ficou feio substantivar esse meu adjetivo! talvez porque sou rabujento o tempo todo, então... Oh espíritos errantes sobre a terra! Dizia castro Alves. Já é tempo de repensar nossas ações fazendo planos para o ano que vem. Claro que vamos prometer não cometer os mesmos erros. Nos alimentar melhor. muitos fumantes vão prometer parar. E claro estudar mais. Eu avacalhei nesse semestre. Ai,Xô preguiça do inferno!
     Mas afinal é natal, época de presentear e ser presenteado. Eu já me presenteei até onde pude. Reabasteci meu acervo de cds e minha biblioteca. O impulso de gastar. Ah,mas ainda falta a roupa do natal. Depois vem o pesinho na consciência. Mas nessa época pode. Um amigo recomendou que eu lesse Nietzsche. Assim o farei. Ele foi tão sincero quando tentou me decifrar o que é tão fácil. tão transparente eu sou. Digo não sei disfarçar nada. Sou quase um crianção encostando na casa dos trinta. Ai,ai.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Alice no país das maravilhas



       Talvez o meu patriotismo ou a preguiça de expandir meu leque de opções de leitura expliquem o pouquíssimo de literatura estrangeira que lí até hoje. Porém como finalmente ingressei no curso de letras, agora tenho a (prazerosa) obrigação de conhecer os clássicos. E entender  porque são obras imortais.
       Agora, quase no final do segundo semestre, tive que ler Alice no país das maravilhas,meio  forçadamente confesso,apesar de ter assistido a versão cinematográfica dirigida por Tim Burton em 2010. Mas cinema não exige tanta introspecção,muito menos num filme de aventura embalado pelo rock inofencivo de Avril Lavigne entre outras canções. Mas enfim,começo a ler e para minha surpresa viajei no sonho louco de Alice.
        Terminei de ler em dois dias. E agora compreendo o porquê dessa narrativa fazer tanto sucesso. Escrito por Lewis Carroll,cujo verdadeiro nome era Charles Dodgson, em 1866,o livro conta as aventuras de Alice que acaba caindo numa terra cheia de seres fantásticos como: coelhos com coletes cor-de-rosa, gatos que sorriem e aparecem e desaparecem, bebês com focinhos de porco, ratos e outros animais que falam...,além de um chapeleiro maluco que toma chá toda hora em companhia de uma lebre e de uma marmota. Todos esses seres vivem em um país onde uma rainha muito louca ordena que cortem a cabeça de quem a desaponte. Embora ninguém seja executado.
         O legal dessa aventura é acompanhar a curiosidade e esperteza de Alice, que com muita sagacidade vai se aventurando num país onde todos são diferentes dela. E o pouco conhecimento que sua idade permite obter,embora seja muito, pois Alice tinha convicção de sua esperteza e de que era muito educada, não adiantaria muito. Como por exemplo, os poemas que Alice recita, são tido pelos animais como errados. Isso mesmo,há nessa estória poemas e muitas outras coisas que despertam o interesse linguístico.
          Quem ainda não leu esse livro,recomendo que o faça. Essa obra enfatiza a busca pelo que há de mais imprevisível, embora que para isso, Lewis Carroll usou como pano de fundo o sonho de uma menininha descobrindo o mundo com toda sua perspicácia. Só não entendo porque me disseram que essa Alice era muito distraída...,de vez em quando ouço um: Acorda Alice!!    
       

domingo, 23 de outubro de 2011

Poema de hoje


Luís de Camões: Busque Amor novas artes, novo engenho, p...

Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar me, e novas esquivanças;
que não pode tirar me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
Luís de Camões

Falar não basta: Mudar,melhorar

          Volta e meia,principalmente quando fico desapontado com algo que me aflinge,falo pra mim mesmo que é hora de mudar. Pois são sempre os mesmos problemas,as mesmas neuroses que me perturbam e também os mesmos sonhos surreais que me visitam à noite,como que fossem uma característica dos meus impasses. Passam os dias e nada muda. Não mudo. Meus amigos já nem creem quando falo.
          Não é fácil agir de maneira diferente. Por mais que tenhamos de dançar conforme a música. Muitos, assim como eu não são tão adaptáveis as regras do sistema,que como já ouvir de pessoa ilustríssima é cruel, é crudelíssimo. No meu caso,não sei se é o fato de estar a mercê do sistema ou a mercê de mim mesmo que mais me acomoda. Mas sei que mudar é necessário,independente de minhas neuras,de meus anseios,uma vida sem mudanças não tem graça. Não traz o sentido de liberdade. Um exemplo disso é quando fazemos a mesma coisa que é boa repetidas vezes,tentando buscar a sensação de outrora. Mas isso acaba perdendo a graça. O novo,o fazer diferente é o que nos faz pulsar.Vibrar.
          As vezes,paro e observo meus dias. Sempre iguais. É horrível não se sentir confortável na própria pele. E os outros percebem isso. Como mencionei,não é um simples desejo de buscar novas aventuras,mas realmente uma necessidade,visto que há barreiras que ainda não ultrapassei e a única maneira é enfrentar,buscando novas alternativas e encarando corajosamente antes que seja tarde. E sem que seja preciso um choque maior para que finalmente eu mude.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Criança feliz?

           Que saudades,do meu tempo de criança.
           A quantos anos não sinto,e nem vejo.
            Em mim a espontaneidade e o gracejo.
            A pureza,a pirraça fora esperança.
         

           E na escola,quantas brincadeiras!
           No catecismo as Ave-Marias.
           E as perguntas,as vezes asneiras!
           Em casa,carinhos da avó e das tias.

           O tempo passou. E transformou.
            Da dócil criança nada ficou.
            E as lembranças,rápidos lampejos!

            Mas quem dera-me voltar no tempo,
            Pra saber se fora em criança.
            Que começou o meu tormento.